As cólicas em bebês recém-nascidos são um problema comum que muitos pais enfrentam. Elas são caracterizadas por choros intensos e prolongados, que geralmente ocorrem no final da tarde ou à noite. Embora as cólicas possam ser desconcertantes e estressantes para os pais, é importante lembrar que elas são normais e geralmente passam com o tempo. Neste post, discutiremos as causas das cólicas em bebês recém-nascidos, bem como dicas e estratégias para aliviar esses sintomas.
As cólicas em bebês são o terror dos pais, pois a única forma de comunicação deles é o choro, e isso dificulta a identificação da causa do desconforto da criança.
Primeiramente, são checados os fatores mais comuns, como: fralda suja, fome e sono, mas se nenhum surtir efeito, geralmente é a dor que está irritando o recém-nascido.
Além do método de checagem, a cólica também pode ser detectada pela observação de alguns sinais: choro estridente, rosto vermelho, agitação, caretas e movimentos de contorção com as perninhas.
As cólicas podem ocorrer desde o nascimento até os três meses de vida, e são o resultado de contrações descompassadas das paredes do intestino, causando gases e, assim, a dor. Isso acontece porque o aparelho intestinal do bebê é imaturo e está preparado para funcionar somente para a digestão do leite materno até os seis meses de idade. Por isso, chás e outros alimentos devem ser evitados nessa fase.
Um forte aliado contra as cólicas em bebês é o calor, pois ele ajuda na eliminação dos gases que causam a dor. Por isso, durante as crises, os pais devem manter principalmente a barriga dele aquecida. Para isso, o pai ou a mãe pode utilizar a própria temperatura corporal encostando a barriga do bebê na sua barriga e encolhendo as perninhas apoiadas no antebraço.
Outra forma é fazer compressas na barriga do bebê com bolsas térmicas de água morna ou fraldas aquecidas com o ferro de passar roupas, sempre verificando a temperatura para não haver riscos de queimaduras. Além disso, massagear a barriga do bebê, com as mãos, fazendo movimentos circulares, também costuma melhorar e até prevenir as cólicas, quando feitas durante dois minutos cada uma e repetidas ao longo do dia, respeitando os intervalos da alimentação.
Amamentar em locais barulhentos pode causar tensão e agitação no bebê, piorando as crises de cólicas. Por isso, a escolha de lugares calmos para realizar a amamentação - é uma forma de prevenir ou minimizar os efeitos da cólica.
Durante a amamentação, o bebê também pode engolir ar quando suga o leite materno, ou também, quando a alimentação é feita com mamadeiras, aumentando os gases e agravando a cólica. Para prevenir os sintomas, após a mamada, a mãe deve colocar o recém-nascido em posição para arrotar (apoiar o bebê em pé e dar leves batidinhas nas costas). Já para os bebês que utilizam mamadeira, existem alguns tipos específicos para evitar a sucção de ar.
Quando ocorrem as crises de cólica no bebê, o choro parece interminável, o que pode gerar irritação na mãe. Esse sentimento pode ser percebido pelo recém-nascido, piorando a situação. Diante disso, manter a calma também pode ajudar na recuperação do bebê.
Porém, se nada resolver, é necessário procurar um pediatra e averiguar os sintomas e a possível medicação, pois existem analgésicos infantis e medicamentos que inibem a flatulência e ajudam a controlar os sintomas das crises de cólicas. Lembre-se sempre, que o devido acompanhamento médico é importantíssimo para o bom desenvolvimento do seu bebê. Visite seu pediatra com frequência.
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